
Fim das Engenharias EAD:
tudo que você precisa saber sobre o impacto nas engenharias tech
Nos últimos meses, muita gente foi pega de surpresa com as notícias sobre o fim das engenharias EAD. O MEC publicou novas diretrizes que mudam as regras para a oferta de graduações como cursos 100% EAD, o que gerou dúvidas para quem já estuda ou pensa em estudar cursos de engenharia EAD.
A boa notícia é que nem todas as engenharias a distância foram afetadas. Entre as engenharias tech — áreas de formação que têm foco em tecnologia — algumas continuam totalmente autorizadas, como a Engenharia de Software EAD, considerada uma das profissões mais promissoras do mercado.
Neste artigo, você vai entender:
Quais engenharias EAD foram impactadas pelas novas regras
Como o MEC definiu o fim de alguns cursos EAD
O que muda para a Engenharia de Software e para a Engenharia da Computação
Como funcionam as provas presenciais no EAD
E, claro, se o CREA aceita curso EAD
Por que o MEC restringiu algumas engenharias a distância
As novas regras do MEC visam reforçar a qualidade da formação em áreas que exigem atividades práticas presenciais, como laboratórios, trabalhos de campo e acompanhamento em projetos. É o caso de cursos como Engenharia Civil, Engenharia Elétrica e Engenharia Mecânica e demais engenharias tradicionais, que deixam de poder ser ofertados como cursos 100% online.
Por conta dessa classificação, a Engenharia da Computação EAD também foi incluída na lista de cursos proibidos no formato integralmente remoto. Isso não ocorreu por suas demandas reais, mas porque, atualmente, o MEC enquadra a Engenharia da Computação nas diretrizes das engenharias tradicionais, e não da Computação.
No entanto, existe a possibilidade de revisão futura, permitindo novamente esse curso no formato faculdade de engenharia a distância.

Engenharia de Software continua 100% EAD
Enquanto as engenharias tradicionais foram afetadas, as engenharias tech ou “digitais” — como a Engenharia de Software — seguem liberadas no formato EAD, com exceção da Engenharia da Computação.
O motivo é simples: a atuação desses profissionais é majoritariamente digital e não exige atividades práticas presenciais intensas. Assim, é totalmente viável formar engenheiros tech com aulas e projetos realizados online.
Isso significa que você pode estudar em uma faculdade de engenharia EAD e obter tanto o reconhecimento do MEC quanto o registro no CREA.
Engenharia da Computação EAD acabou: o que fazer?
Com as novas diretrizes, a graduação em Engenharia da Computação a distância não pode mais ser ofertada como curso 100% EAD, já que foi enquadrada junto às engenharias tradicionais.
Sendo assim, sua oferta só é possível, a partir de agora, nos formatos semipresencial e presencial.
Avaliações presenciais no EAD: o que muda
Outra novidade é a exigência do MEC para que todos os cursos a distância tenham avaliações presenciais. Essa mudança terá prazo de adaptação de 2 anos.
Na prática, isso significa que, mesmo em um curso EAD, parte da avaliação terá que ser feita em polos ou locais de prova presenciais.
No Infnet, por exemplo, a proposta é oferecer locais de avaliação distribuídos em diversas cidades, garantindo praticidade e reduzindo deslocamentos para os alunos.

CREA aceita curso EAD?
Sim. Apesar de muitos acharem que o CREA não aceita curso EAD, essa informação está incorreta. A realidade é que o CREA aceita cursos de engenharia EAD desde que sejam reconhecidos pelo MEC e cumpram as diretrizes da profissão.
Tanto a Engenharia de Software quanto a Engenharia da Computação possuem registro no CREA. Ou seja: a engenharia EAD é reconhecida pelo CREA e continua sendo uma opção viável para quem deseja atuar legalmente como engenheiro.
Conclusão
O fim das engenharias EAD afeta, sobretudo, áreas tradicionais que dependem de laboratórios físicos e práticas presenciais. Por outro lado, as engenharias tech seguem um caminho diferente: cursos como Engenharia de Software, Engenharia de Dados, Engenharia de Cibersegurança, Engenharia de Cloud Computing e Engenharia de Inteligência Artificial têm autorização para serem EAD, com validade acadêmica e profissional reconhecida. Já a Engenharia da Computação encontra no modelo semipresencial uma alternativa equilibrada entre teoria e prática.
Esse movimento mostra que, enquanto a educação a distância encontra limites em algumas formações, nas áreas ligadas à tecnologia ela se consolida como uma solução estável e alinhada às transformações do mercado.



